terça-feira, 13 de outubro de 2009

Saudades de Penelope


Penélope Keeling, Penélope Stern, como prefiro, vovò Pen, mamma, ou apenas Penélope. Nome forte, tanto quanto a personagem que deixa qualquer leitor, quando termina a leitura da pagina nº 632, sentindo um vazio misturado com a satisfação de ter lido um bom livro. Este vazio, é nada mais do que a saudade que Penélope deixa, mas a grande personagem desse livro maravilhoso deixa também reflexões sobre a vida. Particularmente, sublinhei vários trechos deste livro e confesso ter lançado mão de alguns deles. Exemplo, dei ao meu namorado uma foto nossa e no verso, como dedicatória, coloquei um trecho da carta que Richard, o grande amor de Penélope escreveu para ela: (...) nada que seja bom jamais fica perdido. Faz parte de uma pessoa, torna-se parte de seu caráter.
Bem, tenho certeza de que ao digitar o nome “Os Catadores de Conchas” em sites de pesquisas, vários resumos e textos de discussão, bem como críticas e reflexões sobre o livro serão listadas, além das oportunidades de venda deste produto. Dessa maneira, não preciso aqui comentar sobre ele e seus apaixonantes personagens como Antonia, Olívia, Cosmo e Danus. A Sophie e o Lawrence, Doris e Richard etc. Apenas deixo uma postagem para recomendar o livro e ressaltar o quanto gostei da leitura deste.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Pessoas de sorte...

...pra quem acha que DEUS não existe.



Fonte: uol

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Le Monde publica matéria sobre Dilma



Dilma Rousseff é a dama de ferro com os pés no barro

Le Monde
Jean-Pierre Langellier

Sobrenome: Rousseff; nome: Dilma; idade: 61 anos. Você não a conhece? Mas ouvirá falar dela, cada vez mais, até o fim de 2010, quando acontecerá a eleição presidencial no Brasil.Há quatro anos ela detém o segundo cargo político mais importante do país: chefe da Casa Civil do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Uma espécie de primeiro-ministro não oficial. É uma função exaustiva ("Um Paris-Dacar a cada dia", ela diz), mas discreta, longe dos holofotes que se focam em Lula.Uma discrição relativa, que já deveria ser tratada quase no passado. Pois Dilma, como muitos de seus compatriotas a chamam - evitemos "Dilminha", uma familiaridade que ela não aprecia muito - está se tornando a estrela política do Brasil.


E isso, por uma razão muito importante. O presidente Lula, a quem a Constituição proíbe de disputar um terceiro mandato de quatro anos, a escolheu como sua princesa herdeira. A menos que aconteça algo inesperado, ela será a candidata em 2010 pelo Partido dos Trabalhadores (PT), fundado por Lula em 1980, e no poder graças a ele desde 2002. Imaginemos que Dilma seja eleita: uma mulher, pela primeira vez presidente, oito anos após a eleição de um operário. Seria matar dois coelhos com uma cajadada só, e bom para a imagem da democracia brasileira.Lula não possui herdeiro natural em um partido que ele domina com sua forte personalidade. A escolha de Dilma se impôs a ele aos poucos. É uma aposta segura. A futura candidata está na política desde sempre, e como! Ela é filha de um advogado comunista de origem búlgara. Esse intelectual bon vivant lhe transmitiu o gosto pela leitura e pelos cigarros. Ela tinha 15 anos quando ele morreu.O golpe de Estado pelos militares em 1964 levou essa estudante idealista e determinada para o militantismo radical. Ela se juntou a uma organização que pregava a luta armada, casou com outro militante, de quem logo se divorciou, passou a estudar economia e mergulhou na clandestinidade após o endurecimento da ditadura no fim de 1968. Ela admirava Jean-Paul Sartre, os guerrilheiros vietnamitas e Fidel Castro. O encontro com um "velho" comunista de 31 anos, Carlos Araújo, que se tornaria seu segundo marido, a envolveu um pouco mais no combate.


Ela adotou nomes falsos, dos quais sua ficha de polícia ainda tem registro: Luiza, Estella, Marina. Aprendeu a manejar um fuzil, a fabricar explosivos ao mesmo tempo em que pregava a prioridade do trabalho político, da "luta de massa" sobre a ação militar. Ela não participou diretamente de nenhuma operação armada, mas esteve estreitamente associada à mais famosa delas: o roubo, no Rio de Janeiro em 1969, de US$ 2,5 milhões do cofre da amante de um ex-governador. Quando a polícia a deteve, em janeiro de 1970 em São Paulo, ela tinha uma arma em seu poder.


"Você não pode imaginar a quantidade de segredos que pode sair de um ser humano que é maltratado", ela confessou recentemente. Será que ela se referia a ela mesma? As testemunhas de então se lembram que, depois de sua detenção, ela enfrentou com coragem 22 dias de torturas. Ela só saiu da prisão quase quatro anos mais tarde: "Tive tempo suficiente para aprender a tricotar e fazer crochê".Sua juventude agitada não causou nenhum arrependimento na ex-guerrilheira: "Nós éramos ingênuos e generosos. Queríamos salvar o mundo". Ela certamente mudou sua visão e seus métodos: "Aprendi a importância da democracia. Mas tenho orgulho de não ter mudado de lado".


Ela teve uma filha, Paula, se divorciou novamente em 2000, e no meio tempo teve uma brilhante carreira político-administrativa, especialmente como secretária de Minas e Energia em Porto Alegre, a maior cidade do Sul do país. Lula, a cujo partido ela filiou-se tardiamente, lhe ofereceu o mesmo posto em nível federal antes de lhe confiar em 2005 a "Casa Civil", onde ela rapidamente adquiriu a reputação de uma "dama de ferro".


Seus trunfos? A inteligência, a força de trabalho, as qualidades como administradora. Seu defeito? Ela nunca passou pela prova das urnas. Sob aconselhamento e auxílio de Lula, seu principal defensor, Dilma Rousseff tenta se tornar conhecida. Ela põe "o pé no barro", como se diz aqui. Há vários meses ela está em formação pré-eleitoral acelerada. Ela acompanha com frequência o presidente em suas atividades oficiais, divide os palanques com ele, cede entrevistas à imprensa. Várias vozes do PT se puseram à sua disposição para tecer uma teia nacional.Apesar da imensa popularidade de seu principal defensor, sua vitória em 2010 não é garantida. Ela terá como provável adversário um homem de peso, José Serra, governador de São Paulo e ex-rival de Lula nas urnas, derrotado em 2002.


Como é de se esperar no Brasil, paraíso da cirurgia estética, Dilma já mudou de visual. Alguns golpes estratégicos de bisturi rejuvenesceram e suavizaram seus traços. Ela perdeu 10 kg, adotou um penteado mais moderno e mais ruivo, substituiu seus óculos de míope por lentes de contato. Ela cuida de sua maquiagem, sorri com mais frequência e usa palavras mais simples em público.O "produto" Dilma logo estará pronto para venda. Lula lhe deixou de herança seu velho slogan de campanha, que já se ouve nos comícios do PT: "Brasil! Urgente! Dilma presidente!"


Tradução: Lana Lim

quinta-feira, 2 de abril de 2009

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Um ano novo cheio de esperança para você!

Se tem uma postagem que estou ensaiando há tempos para publicar aqui, essa seria sobre Chico Mendes. Confesso que continuarei ensaiando por muito tempo ainda haja vista o meu despreparo para falar deste grande homem.




Na verdade, eu poderia falar de outras pessoas que admiro como Carlos Drummond Andrade, ou Chico Buarque de Holanda, por exemplo, mas falar de Chico Mendes me intimida. Talvez seja porque sua historia mexeu comigo quando eu era criança.




Outro dia eu vi um documentário sobre ele na Discovery Channel, emocionada, decidi escrever mesmo não sabendo o que escrever, até mesmo porque quando penso em publicar uma mensagem para 2009, logo me vem a mente os termos, esperança, sonhos, lutas, ideais. Percebi, então, que para mim, pela minha historia de vida, das coisas que aprendi, li, assisti, e que ouvi, seja em casa, escola, ou através dos meios de comunicação, um exemplo que tenho guardado em minha mente desde criança que espelha todos estes termos é FRANCISCO ALVES MENDES FILHO.

Desde menina as imagens de Chico Mendes me chamavam a atenção. Enquanto crescia, ia entendendo que ele era muito mais do que um homem bonzinho, o que para muitos naquela época era só o papai noel.




Eu via as pessoas assistindo filmes, ou finais de novelas e ficarem emocionadas ou abaladas com determinadas cenas, e o que realmente me deixava assim era quando via algo sobre Chico Mendes na televisão, a morte dele me deixava triste. Acho que na época eu achava que o seu trabalho, a sua causa tinha que ter um final feliz, não porque a Branca de Neve , a Cinderela e seja lá quem for tiveram, mas porque mesmo sendo muito nova, mesmo não entendo muito eu sabia que aquilo era injusto. Eu via esperança no seu sorriso, eu via sonhos, e via fé em realiza-los, fé nas pessoas! E sabe de uma coisa, eu ainda vejo.




Quando se lê os jornais, ou se vê noticias enfocando corrupção, tanta desigualdade social, discriminação, crianças miseráveis varrendo farelo de alimentos daqueles caminhões de abastecimento às famílias carentes e ao mesmo tempo deputados escondendo dinheiro na cueca, e tanta coisa, meu DEUS, tanta coisa, é lógico que qualquer ser humano ficaria desmotivado com esse país. Mas quando penso naquele extrativista, que iniciou sua luta pela autonomia dos seringueiros, foi galgando degraus de conquistas políticas e sociais apesar de ter sido perseguido, torturado e morto, volto a ter esperança. Seu projeto continua, assim como está escrito no site do comitê Chico Mendes: Ele vive! Ele vive porque nunca perdeu sua fé, nunca deixou de crer naquilo que realmente acreditava mesmo que o preço a ser pago fosse alto demais. Passaram-se vinte anos e ele não caiu no esquecimento, suas idéias continuam vivas.




É isso que desejo a todos vocês nesse ano que se aproxima, que cada um de nós nunca percamos a capacidade de acreditar, de ter ideais, de crer neles apesar das circunstancias, que possamos ligar a TV não para assistir baixarias mas que possamos dar audiência àquilo que realmente nos edifica, que nos ajude a crer sempre no num futuro melhor para o nosso país. E, como profissionais de comunicação, possamos sempre nos empenhar para isso, nem que dure dois, oito, dez, vinte anos!



Feliz 2009!

Sofrimento

Vou fazer aqui uma colagem básica. E daí?!


Estava passando por um momento difícil e meu grande amigo me encaminhou um texto do Padre Fábio de Melo. Também não sou católica, e daí?!


Admiro muito o trabalho dele e o texto em questão, me fez refletir não apenas sobre o conteúdo em si, que por sinal é muito edificante, mas também por uma das coisas mais preciosas que devemos cultivar: a amizade. É tão bom falar com alguém, desabafar com alguém que confiamos, que chora com a gente, e que às vezes pode não saber o que dizer, mas encaminham mensagens de consolo. Isso parece patético, e daí?!
Acredito que nunca se deve subestimar o valor de uma verdadeira amizade, principalmente
quando lembro daqueles que fingiram ser amigos por algum interesse etc. O texto não tem nada a ver com o meu blog, ok, e daí?!
Nem sei ao certo quem o acessa, muitos são grandes amigos meus, mas outros nem conheço, portanto, abaixo está um texto para você, que acabou de entrar aqui, sendo amigo meu ou não, fiz um “ctrl+c” “ctrl+v” básico e com muito carinho para você. Claro, tendo a consciência de que todos os direitos estão reservados ao autor, Padre Fábio de Melo”, que publicou este texto no site da Canção Nova cujo o link especificado abaixo.
Leléo obrigada por sua amizade! Te amo muito mano! Deus te abençoe ricamente.



Um grande abraço.



"Quando o sofrimento bater à sua porta


Sofremos demais por aquilo que é de menos

Sofrer é como experimentar as inadequações da vida. Elas estão por toda parte. São geradas pelas nossas escolhas, mas também pelos condicionamentos dos quais somos vítimas.
Sofrimento é destino inevitável, porque é fruto do processo que nos torna humanos. O grande desafio é saber identificar o sofrimento que vale a pena ser sofrido.
Perdemos boa parte da vida com sofrimentos desnecessários, resultados de nossos desajustes, precariedades e falta de sabedoria. São os sofrimentos que nascem de nossa acomodação, quando, por força do hábito, nos acostumamos com o que temos de pior em nós mesmos.
Perdemos a oportunidade de saborear a vida só porque não aprendemos a ciência de administrar os problemas que nos afetam. Invertemos a ordem e a importância das coisas. Sofremos demais por aquilo que é de menos. E sofremos de menos por aquilo que seria realmente importante sofrer um pouco mais.
Sofrer é o mesmo que purificar. Só conhecemos verdadeiramente a essência das coisas à medida que as purificamos. O mesmo acontece na nossa vida. Nossos valores mais essenciais só serão conhecidos por nós mesmos se os submetermos ao processo da purificação.
Talvez, assim, descubramos um jeito de reconhecer as realidades que são essenciais em nossa vida. É só desvendarmos e elencarmos os maiores sofrimentos que já enfrentamos e quais foram os frutos que deles nasceram. Nossos maiores sofrimentos, os mais agudos. Por isso se transformam em valores.
O sofrimento parece conferir um selo de qualidade à vida, porque tem o dom de revesti-la de sacralidade, de retirá-la do comum e elevá-la à condição de sacrifício.
Sacrifício e sofrimento são faces de uma mesma realidade. O sofrimento pode ser também reconhecido como sacrifício, e sacrificar é ato de retirar do lugar comum, tornar sagrado, fazer santo. Essa é a mística cristã a respeito do sofrimento humano. Não há nada nesta vida, por mais trágico que possa nos parecer, que não esteja prenhe de motivos e ensinamentos que nos tornarão melhores. Tudo depende da lente que usamos para enxergar o que nos acontece. Tudo depende do que deixaremos demorar em nós. (...)"